Técnicos de diagnóstico em greve por tratamento igual a profissionais que ganham mais 600 euros

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica congratularam-se hoje com a “forte adesão” à greve que decorre hoje e sexta-feira, insistindo num tratamento igual ao dado a outros profissionais que, em alguns casos, ganham mais 600 euros mensais.

Frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dezenas de profissionais estão concentrados em protesto, com o qual pretendem assinalar o primeiro de dois dias de greve.

Segundo o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das áreas de Diagnóstico e Terapêutica, Luís Dupont, os números conhecidos apontam para “uma forte adesão da greve, que rondará os 80 a 90%”.

Em alguns hospitais, como o de Santa Maria, existem serviços com uma adesão de 100% (patologia clínica) e de 90% (radiologia).

“Estamos a garantir os serviços mínimos, decretados pelo tribunal arbitral, que são cada vez mais extensos”, disse o sindicalista.

Segundo Luís Dupont, “este protesto existe porque existiu um protocolo firmado com o Ministério da Saúde em maio, com um calendário negocial entre junho e setembro, para negociar as matérias que iriam operacionalizar os dois diplomas enquadradores de carreira que foram publicados em agosto e que são para a carreira dos técnicos de diagnóstico e terapêutico”.

“O que queremos negociar é importante e fundamental para a operacionalização da carreira” e passa por matérias como “a transição dos profissionais para a nova carreira, tabela salarial, avaliação de desempenho, diploma de concursos, titulações e quais são as profissões a incluir nestas novas carreiras”, adiantou.

A nível salarial, o sindicato pretende “equidade de tratamento, face a uma carreira de nível três no setor da saúde”.

Este “tratamento equitativo com outros profissionais” que o sindicato reclama também passa por um salário igual que, “em algumas circunstâncias, com o mesmo grau de exigência habilitacional”, é superior em 600 euros, como no caso dos nutricionistas. “Tem de haver equidade de tratamento face a outros grupos profissionais”, disse.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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