Taxas moderadoras vão manter-se nos centros de saúde e baixar pouco nos hospitais

Paulo Macedo tinha prometido inverter para o ano o ciclo de cortes no serviço público de saúde.
créditos: MARIO CRUZ/LUSA

As taxas moderadoras na Saúde vão regressar a valores de 2013. Porém, contas feitas, os utentes não vão sentir grande alívio
na carteira.

Nos cuidados de saúde primários, nomeadamente nos Centros de Saúde, o valor não se altera. De acordo com o Orçamento do Estado para 2015, a regra da indexação do valor das taxas à inflação só se aplica se o valor de 2014, a apurar pelo Instituto Nacional de Estatística,  se verificar negativo. O valor só é divulgado em janeiro, pelo INE, mas o Governo antecipa 0% de inflação.

Se assim for, uma ida ao centro de saúde continuará a custar cinco euros. O valor é o mesmo desde 2012, ano em que o preço das taxas moderadoras praticamente duplicou.

Já as taxas a pagar pelos cuidados prestados nos hospitais vão regressar aos valores de 2013, ou seja, vão sofrer uma ligeira redução. Por exemplo, uma ida à urgência custa hoje 20,65 euros, no próximo ano passará a custar 20,6 euros (o valor cobrado em 2013). A redução é de cinco cêntimos.

Nos hospitais com urgências médico-cirúrgicas a taxa baixa de 18,05 para 18 euros e nas urgências básicas passa de 15,50 para 15,45 euros.

Estima-se que as taxas moderadoras possam render neste ano 190 milhões de euros aos cofres públicos, um valor semelhante a 2013, pelo que em 2015 não se prevêem alterações significativas.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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