Suplemento dado às vacas leiteiras poderá reduzir emissões de metano

Um novo suplemento alimentar para as vacas leiteiras poderá fazer cair em 30% as emissões de metano, gás com efeito de estufa produzido na sua digestão, sendo por isso um elemento promissor contra o aquecimento global.
créditos: PAULO CUNHA / LUSA

Os bovinos na pecuária produzem cerca de 44% das emissões mundiais de metano, resultantes das atividades humanas, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), explicam os autores de um estudo publicado na última edição dos relatórios da Academia Americana de Ciências (PNAS).

A fermentação no rúmen dos bovinos, ovinos e caprinos, uma das quatro cavidades do seu estômago, produz o metano que resulta da ação de micro-organismos durante a digestão, mas estes animais devem expelir estes gases para sobreviver.

As vacas leiteiras expelem cerca de 450 a 550 gramas de metano por dia.

Os cientistas descobriram que uma substância batizada de 3-nitrooxypropanol (3-NOP), desenvolvida pela firma holandesa ‘DSM Nutritional Products’, dada como suplemento alimentar, bloqueia uma enzima necessária para a formação do metano no rúmen sem afetar a digestão.

Menos emissão de carbono, vacas mais pesadas

Esta pesquisa, realizada durante três meses nos estábulos da Universidade Estadual da Pensilvânia (Estados Unidos) em condições iguais às que se encontram os animais criados na pecuária e nas unidades industriais de produção de laticínios, mostrou também que este novo inibidor de metano permite um ganho de peso 80% superior aos animais do grupo de controle.

Este ganho de massa corporal explica-se pelo carbono que não foi utilizado na formação do metano e que o organismo usou para produzir mais tecido.

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