Sudeste asiático endurece medidas contra o tabaco

Onze países do continente asiático assinaram em Díli, Timor-Leste, uma declaração conjunta em que se comprometem a acelerar medidas contundentes para reduzir o uso do tabaco, um dos maiores problemas de saúde da região.
créditos: AFP

A decisão pretende combater a prevalência do consumo de tabaco na região, que é responsável por 150 mortes por hora, com um grave impacto social e económico em vários países.

A declaração foi assinada no decurso da 68.ª sessão do Comité Regional do Sudeste Asiático da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decorre entre hoje e sexta-feira em Díli com delegações de 11 países: Bangladesh, Butão, Coreia do Norte, India, Indonésia, Maldivas, Myanmar, Nepal, Sri Lanka, Tailândia e Timor-Leste.

"O uso do tabaco no Sudeste da Ásia é alarmante, provocando grandes consequências”, defendeu Poonam Khetrapal Singh, diretora regional da OMS no Sudeste Asiático.

A mesma responsável disse serem “necessárias ações mais duras para o controle do tabagismo e prevenção. Os países devem igualmente tributar todos os produtos do tabaco, proibir propagandas de tabaco, impor advertências ilustradas nos maços de cigarros e implementar a proibição de fumar em locais públicos".

A Declaração de Díli "exorta os governos, agências das Nações Unidas e parceiros para acelerar o controlo do tabaco na região", que é responsável por quase metade do consumo de tabaco do mundo.

1,3 milhões mortes por ano

Dados da OMS indicam que o tabaco mata mais de 1,3 milhões de pessoas por ano na região, sendo que muitos não são fumadores mas ingerem fumo secundariamente.

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