Sociedade que geriu Hospital Amadora Sintra tem dívidas de 26 ME a 137 credores

A sociedade do Grupo Mello Saúde, que geriu o Hospital Amadora-Sintra, tem dívidas de quase 26,5 milhões de euros a 137 credores, tendo avançado com um Processo Especial de Revitalização (PER) junto do Tribunal do Comércio de Lisboa.
créditos: Lusa

O Hospital Amadora Sintra – Sociedade Gestora (HASSG), que geriu a unidade hospitalar entre 1995 e 2008 e que pertence ao Grupo José de Mello Saúde, entregou o PER em agosto do ano passado, depois de falhado um acordo extrajudicial com alguns dos credores.

A lista de credores, enviada em setembro ao tribunal pelo administrador judicial e que a agência Lusa teve acesso, reconhece créditos no valor total de 26.457.290 euros relativos a 137 credores, entre fornecedores e prestadores de serviços, hospitais, clínicas, farmacêuticas, laboratórios, bancos e Estado.

Em dezembro último, o HASSG, representado pelo presidente do conselho de administração Rui Assoreira Raposo e pelo vogal Luís Waitak Lee, e o administrador judicial, acordaram “prorrogar o prazo de negociações com os credores pelo período adicional de um mês”, o qual termina na primeira semana de fevereiro, disse à Lusa fonte do Tribunal do Comércio de Lisboa.

Caso haja acordo da maioria dos credores será aprovado um plano de revitalização.

Da lista provisória dos 137 credores contam-se o Centro Hospitalar Lisboa Central e o Centro Hospitalar do Porto, que reclamam 693.000 e 461.000 euros, respetivamente, por prestação de serviços.

O Estado, através da Fazenda Nacional, reclama mais de um milhão de euros respeitantes a Impostos sobre o Valor Acrescentado (IVA), de Rendimento Singular e de Rendimento Coletivo.

A empresa Haspac, Patologia Clínica, situada na Amadora, tem um montante de crédito reconhecido de mais de 1,8 milhões de euros.

O Instituto Português do Sangue reclama mais de 605.000 euros, o Instituto Nacional Ricardo Jorge quase 12.000 euros, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa 52.600 euros e o Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto mais de 14 mil euros.

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