Sobrevivência ao cancro aumenta nos Açores

A taxa de sobrevivência em casos de cancro aumentou nos Açores, de acordo com um estudo do Centro de Oncologia dos Açores, que analisou dados entre 2000 e 2009.
créditos: EPA/STEFAN PUCHNER

"A maioria dos cancros teve uma evolução favorável na sobrevivência entre o período 2000-2004 e o período mais recente (2005-2009)", refere um comunicado do Centro de Oncologia dos Açores (COA).

Os tipos de cancro com melhor sobrevida cinco anos após o diagnóstico, entre 2005 e 2009, foram, nos homens, o da próstata (86,3%) e, na mulher, o da mama (79,3%). Já os cancros mais letais foram o do fígado (6,5%) e o do pulmão (7,9%).

A leucemia linfoblástica aguda em crianças demonstra uma alta taxa de sobrevivência (100%), embora tenham sido identificados apenas 16 casos, nos Açores, no período de dez anos em estudo.

Comparando os dados do período entre 2000 e 2004 com os do período entre 2005 e 2009, a maioria dos dez cancros mais comuns (estômago, cólon, reto, fígado, pulmão, mama, colo do útero, ovário, próstata, leucemia em adultos e leucemia linfoblástica aguda em crianças) regista um aumento da taxa de sobrevivência.

Por exemplo, no caso do cancro do reto, a taxa de sobrevivência foi de 45,8% no primeiro período e de 59% no segundo, enquanto no caso do cancro do cólon a taxa de sobrevivência aumentou de 46,9% para 51,9% entre os dois períodos.

O comunicado do Centro de Oncologia dos Açores destaca como fatores que poderão ter contribuído para essa evolução positiva "o diagnóstico mais precoce (quer por uma maior intensidade do rastreio oportunístico quer pela introdução do rastreio organizado ao cancro de mama, em finais de 2008), a redução da chamada mortalidade pós-operatória e os tratamentos mais eficientes".

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