SNS tem funcionado e vai resistir, garante secretário de Estado

Fernando Leal da Costa na inauguração da Unidade de Saúde Familiar Jardins da Encarnação, em Lisboa

27 de agosto de 2013 - 14h11

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, assegurou hoje que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai continuar a resistir, apesar de já ter sido "tantas vezes ameaçado de desmantelamento" por parte da oposição.

O governante, que falava aos jornalistas à margem da inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) Jardins da Encarnação, em Lisboa, lembrou que o SNS, "um dos serviços mais relevantes que o país tem como fator de coesão social", vai resistir.

"Temos sido capazes, quer o Ministério da Saúde, quer o Governo, de responder de forma a manter o SNS que já tantas vezes foi ameaçado pela oposição de desmantelamento. Ele tem funcionado, tem resistido e vai continuar a resistir", sustentou.

Leal da Costa sublinhou que o Orçamento do Estado para 2014 está ainda em fase de elaboração e disse já ser habitual que, no mês de agosto, "haja sempre muita perturbação, em que os vários agentes se defendem o melhor que podem dos cortes que possam vir a ser sujeitos".

O PS acusou na segunda-feira o Governo da maioria PSD/CDS-PP de "aproveitar o mês de agosto" para desmantelar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e entregá-lo a privados.

O socialista Álvaro Beleza considerou existir "uma tentativa encapotada de mirrar o SNS para transferir a saúde para grupos privados" e criticou também a sucessão de cortes protagonizados ou anunciados pelo executivo liderado por Passos Coelho.

Além da inauguração da USF Jardins da Encarnação, que já funciona há 13 anos e serve um total de 13.100 utentes, foi também hoje inaugurada em Lisboa a USF Sofia Abecassis que tem 5500 utentes inscritos.

Os dois serviços, apesar de já funcionarem há vários anos, não tinham recebido investimento por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, tendo sido agora convertidas em Unidades de Saúde Familiar.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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