Sistema de "Via verde cardíaca" reduziu morte por enfarte em Aveiro

O Centro Hospitalar do Baixo Vouga regista já uma mortalidade por enfarte de miocárdio inferior à média nacional e no primeiro mês de funcionamento da “Via Verde Cardíaca” recebeu mais de 1500 doentes, revelou esta quarta-feira a administração hospitalar.
créditos: PAULO CUNHA/LUSA

Desde o início do ano, os doentes que chegam ao Serviço de Urgências do CHBV com problemas cardíacos são imediatamente retirados do circuito normal, sendo vistos por um cardiologista, já com eletrocardiograma realizado no gabinete da triagem.

“Este caminho, mais ágil, simples e expedito, permite minimizar o tempo de atuação em doentes cardíacos, fator absolutamente decisivo para uma intervenção eficaz e para um resultado positivo”, realça a administração hospitalar.

Criada com o objetivo de minimizar os riscos associados a uma intervenção tardia em doentes cardíacos, a Via Verde Cardíaca "tem-se revelado de grande utilidade e traduziu-se num maior ganho na prestação de cuidados aos doentes".

No primeiro mês desde a sua implementação, já beneficiaram da Via Verde Cardíaca mais de 1500 pessoas, sendo que as patologias mais frequentemente diagnosticadas foram arritmias e as mais graves enfartes agudos do miocárdio.

“Esta solução, em conjunto com outros procedimentos que têm vindo a ser implementados do Serviço de Urgência, tem como propósito um melhor funcionamento e rentabilização desta área clínica”, justifica a mesma fonte.

Segundo dados avançados pela administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, a taxa de mortalidade intra-hospitalar por Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) é agora de 3,5%, abaixo da média nacional, que se situa nos 3,7%, quando em 2012 era de 9,5%, o que é referenciado pelo Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS) da Entidade Reguladora da Saúde.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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