Sintra exige reforço de recursos humanos para centros de saúde

Município disse estar disponível para comparticipar 30% do custo da construção de novas instalações
21 de janeiro de 2014 - 14h17
A Câmara de Sintra aprovou hoje uma moção, proposta pelo movimento independente Sintrenses com Marco Almeida, a exigir ao Governo que assegure os meios humanos com vista ao normal funcionamento da rede de saúde pública no concelho.
A moção "Pela Reposição do Normal Funcionamento das Unidades Locais de Saúde de Sintra" considera que a autarquia tem procurado colmatar dificuldades sentidas pelos utentes ao nível das instalações e que ao Ministério da Saúde compete "encontrar soluções que minimizem as consequências da ausência de meios humanos".
"Nunca se assistiu a uma tão grande falta de meios humanos nas unidades de saúde", refere a moção, salientando que, "a par da permanente insuficiência de médicos de família, acresce agora a redução drástica de enfermeiros e administrativos, como também de técnicos especializados, por via da [não] renovação de contratos".
Nesse sentido, a moção aprovada pelo executivo exige ao Ministério da Saúde "o cumprimento dos rácios legalmente estabelecidos em matéria de afetação dos diferentes recursos humanos, técnicos e administrativos com vista ao normal funcionamento da rede pública de saúde em Sintra".
No documento é ainda reconhecido o empenho da direção do agrupamento de centros de saúde de Sintra, e de todos profissionais nas unidades locais, "no cumprimento de um serviço de saúde pública de qualidade".
"Temos no concelho de Sintra unidades de saúde que têm a atividade suspensa, porque não têm um funcionário administrativo", acusou, na apresentação da moção, o vereador independente Marco Almeida.
O vereador Pedro Ventura, da CDU, também expressou "preocupação" pela saúde no concelho, "que não é uma situação nova", mas que se tem vindo a agravar principalmente nas cidades mais populosas, como Queluz e Algueirão-Mem Martins.
"Há centros de saúde que estão a funcionar”, nos quais “é uma vergonha entrar", concordou o presidente da Câmara, Basílio Horta (PS), garantindo que o município já se disponibilizou junto do Governo para ceder o terreno e comparticipar em 30% nos custos com a construção de novas instalações.
O autarca manifestou preocupação sobre o deficiente funcionamento das urgências do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e lamentou que se tenha perdido "a oportunidade" para a construção de um novo hospital que sirva o município.
O vereador socialista Eduardo Quinta Nova explicou que a autarquia está a negociar com o Governo "uma parceria estratégica para a área da saúde", prevendo-se novas unidades em Almargem do Bispo, Queluz, Sintra, Agualva-Cacém e Algueirão-Mem Martins.
O vereador Luís Patrício concordou que existem carências, mas justificou a abstenção dos dois eleitos do PSD por entender que "a moção é excessiva e acentua um tom de exigência que parece exagerado".
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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