Sindicato de médicos e Hospital de Braga anunciam “primeiro” acordo de empresa em PPP

Médicos ficarão mais protegidos laboralmente pelas mais-valias da negociação coletiva
2 de julho de 2014 - 17h00



O Hospital de Braga e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) anunciaram hoje o "primeiro" acordo de Empresa entre uma Parceria Publico Privada em Saúde e uma unidade sindical depois de "anos de porfiada e renhida negociação".



Em comunicado enviado à agência Lusa, o Hospital de Braga, gerido pela sociedade Escala Braga (pertencente ao Grupo Mello Saúde), realça que com o referido entendimento "pretende promover junto dos profissionais médicos com Contrato Individual de Trabalho igualdade de oportunidades, independentemente do vínculo profissional".



Também por comunicado, o SIM aponta que este Acordo de Empresa, o "primeiro" assinado entre uma PPP e um sindicato de médicos, beneficia os médicos "que ficarão protegidos laboralmente pelas mais-valias da negociação coletiva" mas também a Escala Braga "que assim consegue uma garantia de estabilidade e de satisfação dos seus profissionais, o que lhe permitirá por certo uma melhor prossecução dos seus objetivos".



Segundo o SIM "é dado assim mais um passo na construção pelos sindicatos médicos do edifício da negociação coletiva, iniciado em 2009".



Aquele sindicato manifesta ainda desejo que o entendimento hoje alcançado "possa ser rapidamente replicado noutras unidades e com outras Parcerias Público-Privadas".



No texto enviado à Lusa, o hospital bracarense justifica o Acordo de Empresa alcançado salientando que "o desenvolvimento de uma organização não é compatível com dois modelos de funcionamento ou de progressão" pelo que, sublinha, "é muito importante para o sucesso do Hospital de Braga que todos os seus colaboradores tenham a maior motivação no seu desempenho e que sejam reconhecidos pelo mérito".



O Hospital de Braga realça ainda que este acordo garante "o desenvolvimento de uma avaliação de desempenho que permitirá premiar a competência e a prossecução de níveis elevados de desempenho".



O referido acordo tem efeitos retroativos a 01 de janeiro de 2014



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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