Setenta por cento da população dos Estados Unidos está infetada com HPV

Quase todos os homens e mulheres contraíram algum subtipo de HPV durante a vida
21 de maio de 2014 - 09h21



Cerca de 70% dos norte-americanos estão infetados com algum tipo do vírus do papiloma humano (HPV), entre as quais apenas um pequeno número é responsável pelo desenvolvimento de algum tipo de cancro, segundo estudo divulgado na terça-feira (20.05).



Os cientistas detetaram 109 tipos do vírus, dos 148 conhecidas, em amostras de tecidos provenientes da pele, vagina, cavidade bucal e intestinos de adultos saudáveis, segundo trabalhos apresentados na conferência da Sociedade Americana de Microbiologia, celebrada em Boston, em Massachusetts.



Apenas 4 dos 103 homens e mulheres com DNA tornado público nos bancos de dados do governo federal apresentaram um dos dois tipos de HPV conhecidos por provocar a maior parte dos cancros do colo de útero, garganta e também verrugas genitais.



"A fauna microbiana do HPV em pessoas com boa saúde é surpreendentemente mais vasta e complexa do que pensávamos", afirmou Yingfei Ma, investigadora da faculdade de Medicina de Langone, da Universidade de Nova Iorque e principal autora do estudo.



"São necessários mais controlos e investigações para determinar como os tipos de papilomas que não causam cancro interagem com os tipos de vírus responsáveis por tumores cancerígenos, os genótipos 16 e 18, e explicar porque estas cepas causam cancro", acrescentou.



Enquanto a maior parte destes vírus parece até agora inofensiva e permanece "adormecida" durante anos, asua presença abundante no organismo sugere a existência de um delicado equilíbrio, no qual os tipos de vírus se neutralizam reciprocamente e evitam que outras, mais patogénicas, se multipliquem de forma incontrolável, explicam os cientistas.



As infeções por estes vírus parecem acontecer por meio do contato com a pele. O HPV continua a ser a fonte de infeção venérea mais frequente nos Estados Unidos. Segundo infetologistas, quase todos os homens e mulheres contraíram algum subtipo em algum momento da vida.



Os resultados da pesquisa lançam novas luzes sobre as fragilidades dos exames atuais para detetar o HPV, desenvolvidos para identificar apenas uma dezena de tipologias, mais vinculadas ao desenvolvimento do cancro do útero.



As duas vacinas existentes apenas icóculam o curpo humano contra, no máximo, quatro tipos de HPV.



Por SAPO Saúde com AFP



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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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