Ser-se casado aumenta longevidade e eficácia na luta contra o cancro

Solteiros têm mais probabilidades de desenvolver metástases e menos hipóteses de diagnóstico precoce
25 de setembro de 2013 – 10h01



As pessoas casadas a quem é diagnosticado um cancro tendem a viver mais tempo do que as solteiras. A conclusão é de um novo estudo norte-americano, que revelou também que o diagnóstico dos pacientes com parceiro é, por norma, feito mais cedo, o que aumenta as hipóteses de tratamento e a garantia de uma terapia adequada.




O estudo, publicado esta segunda-feira na revista científica Journal of Clinical Oncology, foi desenvolvido por investigadores do Dana-Farber Cancer Institute e do Brigham and Women's Hospital e baseou-se numa análise retrospetiva a 734.889 pessoas diagnosticadas com cancro entre 2004 e 2008.




A equipa focou-se nos 10 cancros mais mortíferos nos Estados Unidos, como o cancro do pulmão, da mama ou do pâncreas, e ajustou os dados a uma série de fatores demográficos, nomeadamente a idade, a raça, o género, a residência, a educação e o rendimento familiar.




A análise permitiu observar que, em comparação com os pacientes casados, os indivíduos solteiros - e também os viúvos - tinham 17% mais probabilidades de desenvolver metástases e 53% menos hipóteses de receber a terapia adequada.



Companheiros atentos



"Os nossos dados sugerem que o casamento pode ter um impacto significativo ao nível da saúde dos pacientes com cancro e este resultado foi consistente com todos os tipos de cancro que analisámos", explica Ayal Aizer, principal autor do artigo e coordenador do Harvard Radiation Oncology Program, cita o site sobre saúde MedScape.




"Suspeitamos que o apoio social dado pelos maridos e mulheres é o que mais contribui para a melhoria nas taxas de sobrevivência. Normalmente, os parceiros acompanham os pacientes nas idas ao médico e garantem que eles compreendem as recomendações e completam o tratamento", acrescentou.



"Como oncologistas, temos de estar conscientes em relação ao apoio externo de que os nossos pacientes beneficiam e encorajá-los a procurar e aceitar a ajuda dos amigos e da família nesta que é uma fase potencialmente difícil", conclui Paul Nguyen, outro dos membros da equipa responsável pelo estudo.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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