Seixal/Bombeiros: Praia da Ponta dos Corvos é «problema de segurança e de saúde pública»

O comandante dos Bombeiros do Seixal considera que a língua de areia da península da Ponta dos Corvos, onde, embora estejam proibidos banhos desde 2001, centenas de pessoas fazem praia, é “um problema de segurança e de saúde pública”.

Em declarações à agência Lusa, o comandante António Pires de Matos afirmou que, “embora sejam grandes e visíveis as tabuletas que assinalam a interdição da zona a banhos”, a praia fluvial da Ponta dos Corvos, no estuário do Tejo, – também conhecida como praia da Ponta do Mato ou praia dos Tesos – “atrai milhares de pessoas na época estival”.

As situações em que os bombeiros foram chamados a intervir nos últimos anos “foram poucas e sem gravidade”, mas este contexto preocupa o comandante. Assim que o calor começa, os bombeiros redobram a atenção à praia.

“Asseguramos o transporte das pessoas para o local, em barcos, em regime gratuito. Aquela é, para todos os efeitos, e embora não sejam permitidos banhos ou campismo, uma zona de lazer. Para além disso, se estivermos presentes estamos mais próximos. E se não assegurarmos o transporte haverá sempre negócio agregado a isto”, explicou.

O comandante afirmou ainda que nesta altura outras entidades - como a GNR, por exemplo - estão mais atentas ao local e reforçam a vigilância. Considerou, contudo, que a Ponta dos Corvos “devia ter uma solução diferente desta”: “As pessoas vão para lá, quer a gente queira, quer não queira”, disse.

Por outro lado, explicou, “assumir a vigilância daquela zona é assumir um facto que ninguém vai assumir enquanto a zona não tiver condições mínimas de segurança para o banho”.

O comandante António Pires de Matos explicou ainda que a escala deste problema é mais ampla do que pode parecer: “Não é só esta praia que está em causa [no que respeita questões de segurança e de saúde pública]. São todas as outras praiazinhas que existem na zona ribeirinha do Tejo, em diversos concelhos, e que são usadas pelas pessoas como zonas balneares, mesmo estando interditas a banhos e não tendo, por isso, vigilância”.

18 de julho de 2011

Fonte: Lusa


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