Seis hospitais portugueses têm têm taxa de reinternamentos superior a 10%

Do conjunto das 31 unidades estudadas, o hospital que apresentou maior eficiência foi o de Braga
15 de maio de 2013 - 15h34
Pelo menos um em cada dez doentes, em seis hospitais públicos do país, teve de voltar a ser internado menos de 30 dias após ter tido alta, revela um relatório do Ministério da Saúde.
Esta avaliação dos hospitais públicos, no entanto, considera que Portugal “apresenta excelentes resultados a nível internacional”, no que se refere aos reinternamentos em 30 dias.
Do conjunto das 31 unidades estudadas, o hospital que apresentou maior eficiência foi o de Braga, com uma taxa de reinternamentos no espaço de um mês de 5,04%.
Os IPO de Lisboa e Porto são dois dos que demonstram ter uma maior percentagem de reinternamentos, respetivamente 11,5% e 13,18%.
No que respeita à realização de cirurgias em ambulatório, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) considera que a maioria das instituições “garante uma taxa aceitável, denotando o esforço de reconversão dos serviços cirúrgicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".
A tutela reconhece, contudo, que há “casos isolados” em que esta boa prática não se verifica, indicando que são necessários programas locais específicos para estas situações.
Entre as unidades com menos percentagem de cirurgia em ambulatório estão o Centro Hospitalar da Cova da Beira (25,9%) e o IPO e Coimbra (11,2%).
Todos os restantes têm mais de 50% de cirurgia em ambulatório, um procedimento que permite que o doente esteja junto da família, possibilitando também uma menor incidência de infeções hospitalares.
Ao nível do internamento, a ACSS considera que “é necessário otimizar a gestão de camas”, para assegurar que a taxa de ocupação se situe entre os 75% e os 85%, uma meta que não foi cumprida por 14 das 31 unidades avaliadas.
Destes 14 hospitais, o Espírito Santo de Évora destaca-se por ter a menor taxa de ocupação anual, com 69,1% das suas 331 camas, enquanto o Distrital de Santarém tem a mais elevada, de 91,9%.
No entanto, a grande maioria dos que não estão no intervalo desejado situa-se acima dos 85% de ocupação, sendo apenas dois os que estão abaixo dos 75%.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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