Secretário de Estado diz que serão feitas correções no acesso à saúde

O secretário de Estado adjunto da Saúde afirmou esta terça-feira que serão feitas correções no acesso à Saúde, se for necessário, em reação às conclusões da entidade reguladora no caso do atendimento a um jovem de Chaves.

Fernando Leal da Costa referia-se ao ocorrido com um jovem que fez 400 quilómetros de ambulância para ser atendido.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) instaurou processos a vários centros hospitalares do país por dificultarem o acesso de doentes aos cuidados de saúde, designadamente de um politraumatizado de Chaves, em Trás-os-Montes, que foi transferido por falta de vaga e em que aquele organismo concluiu que “houve uma violação do direito de acesso do doente aos cuidados de saúde”.

“Nós vamos aguardar serenamente, tentando perceber quais são os motivos e sobretudo as conclusões que se tirarem dessas averiguações que a entidade reguladora entendeu fazer e serão feitas as correções, se for caso disso”, declarou hoje o governante, à margem de uma visita ao Centro de Hemodialise de Mirandela, no distrito de Bragança.

O secretário de Estado defendeu que “a conceção daquilo que é acesso á saúde, obviamente varia de acordo com aquele que é observador” e lembrou que “o próprio relatório de acesso que é publicado todos os anos mostra que o acesso dos portugueses a cuidados de saúde de qualidade tem vindo a melhorar ao longo dos últimos tempos”.

“Sobre essa matéria é inequívoco, o que não quer dizer que não possam existir circunstâncias onde a ERS entenda que esse acesso deve ser melhorado e por isso faz as averiguações que lhe compete”, continuou.

O governante referiu ainda que “a mesma entidade reguladora que cumpre as suas obrigações fazendo estas averiguações, é essa entidade reguladora que tem dado de uma forma muito satisfatória pontuações de excelente a entidades do Serviço Nacional de Saúde, incluindo estas mesmas onde as averiguações são regularmente feitas”.

O presidente do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes, Carlos Cadavez, que participou também nesta visita à unidade de Mirandela, afirmou desconhecer a decisão da ERS.

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