Restrição no acesso a medicamentos é "absolutamente intolerável", diz PS

10/01/2013 - 15h27

O PS classificou hoje como "absolutamente intolerável" a restrição no acesso a medicamentos por parte de alguns hospitais, considerando que o Ministério da Saúde não pode ficar indiferente a esta denúncia.

Em declarações à agência Lusa, o deputado socialista e ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, lamentou que haja desigualdade no acesso a alguns medicamentos consoante os hospitais ou as zonas do país, nomeadamente no que se refere à hepatite C.


O grupo parlamentar do PS reuniu-se hoje com o responsável da subespecialidade de hepatologia da Ordem dos Médicos e com representantes da associação de doentes SOS Hepatites, tendo confirmado uma “desigualdade de natureza geográfica em Portugal”.



“Trata-se de uma situação absolutamente intolerável. Em Portugal, graças à ação deste Governo, há portugueses que têm direito a certos tratamentos e outros não têm, conforme a região do país onde habitam. O Ministério da Saúde não pode ficar indiferente a esta denúncia”.



Hoje, após a denúncia da Ordem dos Médicos de que há clínicos que estão a ser impedidos de prescrever os fármacos que consideram adequados, o Ministério da Saúde garantiu desconhecer quaisquer casos de proibição de prescrição de medicamentos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.



“Pura hipocrisia”, afirmou Manuel Pizarro em reação à afirmação do Ministério da Saúde, considerando que a tutela tem a capacidade para saber quais são os doentes que estão a usar determinados tipos de fármacos.



O deputado contou ainda que no Hospital de Santa Maria há 60 doentes a fazer tratamento com os medicamentos inovadores para a hepatite C, enquanto nos hospitais de São João (Porto) ou nos da Universidade de Coimbra não há nenhum.



“Isto significa que há um bloqueio no acesso aos medicamentos”, conclui.



Para Manuel Pizarro, o Ministério da Saúde pretende limitar a capacidade dos médicos de se colocarem do lado dos doentes e denunciarem estas situações.



Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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