Reações adversas a medicamentos mataram 17 pessoas

Existem mais de 240 milhões de medicamentos em circulação
2 de outubro de 2013 - 09h22



Mais de metade dos 1454 casos suspeitos de reações adversas a medicamentos notificados, no último ano, ao Infarmed foram considerados graves, sendo que 17 resultaram em morte e 123 em perigo de vida do doente, segundo avança hoje a edição do Jornal de Notícias.



Entre 22 de julho de 2012 e 23 de julho deste ano foram recebidas no Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) 1454 notificações de suspeitas de Reações Adversas a Medicamentos (RAM), sendo que 823 (57%) foram consideradas graves pelo notificador, na esmagadora maioria médicos, farmacêuticos e enfermeiros. A maioria dizem respeito a vacinas, antibacterianos e medicamentos do cancro.




O Infarmed garante que irá resolver este problema e que todos os casos registados serão apurados “um a um”, mas ressalva que nenhum medicamento é isento de riscos, lembrando que, em 2012, apenas foram registadas 3.104 notificações de suspeitas de reacções adversas entre os mais de 240 milhões de medicamentos em circulação.



De acordo com o Jornal de Notícias, as notificações foram feitas por médicos, enfermeiros e farmacêuticos, e, na grande maioria, prenderam-se com vacinas, antibacterianos e medicamentos de combate ao cancro.




Triângulo preto



A partir de 1 de outubro, os medicamentos que contenham substâncias novas passam a estar identificados com um triângulo preto invertido desenhado na bula. Este foi o símbolo encontrado pela Comissão Europeia para que tanto doentes como profissionais de saúde facilmente identifiquem esse tipo de medicamentos.



O objetivo é que as autoridades de saúde passem a receber mais notificações e possam, dessa forma, melhorar a monitorização dos medicamentos em causa que serão inscritos numa lista sujeita a atualização permanente.





SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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