Quatro médicos e 3 farmacêuticos entre 13 acusados por corrupção e burla

Entre os 13 arguidos estão ainda três sociedades da área farmacêutica
18 de julho de 2014 - 11h54



Quatro médicos, três farmacêuticos e três delegados de informação médica estão entre os 13 arguidos acusados pelo Ministério Público por corrupção, burla qualificada e outros crimes, que causaram um prejuízo ao Estado superior a 848 mil euros.



Segundo adiantou hoje o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP, dois médicos, um farmacêutico, e um delegado de informação médica estão presos preventivamente à ordem deste processo, encontrando-se ainda um outro médico sujeito à medida privativa de liberdade de obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária), com vigilância eletrónica.



Entre os 13 arguidos estão ainda três sociedades da área farmacêutica.



Em causa neste processo - explica o DCIAP - está a atuação concertada e individual de vários profissionais envolvidos num esquema de emissão de receituário médico forjado para o aviamento e subsequente compra de medicamentos, cujo valor envolve uma elevada comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).



"Tais medicamentos, ao invés de se destinarem aos utentes identificados nas receitas eram aviados por terceiros que posteriormente os comercializavam, obtendo assim avultados proventos e acarretando um prejuízo patrimonial do Estado Português/SNS", relata a acusação do DCIAP.



No processo foi também deduzido um pedido de indemnização civil contra os 13 arguidos, em nome das Administrações Regionais de Saúde do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, que integram o SNS, sobre o prejuízo patrimonial causado pelos arguidos, entre 2010 e 2013, que se estima de valor não inferior a 848.400 euros.



O Ministério Público arquivou as imputações quanto à eventual existência de uma associação criminosa e ainda a matéria de facto quanto a dois dos arguidos, por falta de indícios suficientes da sua participação no esquema investigado.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários