Psiquiatra defende estruturas de proteção nas pontes para evitar suicídios

"Restrição de acesso aos meios de suicídio é efetiva na sua prevenção", lembrou hoje a OMS

4 de setembro de 2014 - 14h38

O psiquiatra Ricardo Gusmão defende a colocação de guardas de proteção nas pontes em Portugal como forma de evitar suicídios, na mesma linha do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No dia em que a OMS divulga o seu relatório sobre suicídio no mundo, Ricardo Gusmão sugere a colocação de guardas nas estruturas onde ocorram mais suicídios ou acidentes no país, como pontes.

Propõe que o Instituto de Medicina Legal indique quais os locais onde ocorrem mais mortes não casuais por suicídio, ou mesmo acidentais, para que depois sejam colocadas as guardas de proteção.

O psiquiatra recordou a intervenção realizada no Viaduto Duarte Pacheco, em Lisboa, onde foram colocadas redes de proteção, na sequência de um caso de suicídio de uns jovens na década de 1990.

Além das estruturas já existentes, Ricardo Gusmão defende que seja obrigatório que as grades ou redes de proteção constem dos cadernos de encargos dos projetos para construção de futuras pontes ou similares.

No relatório hoje divulgado, a OMS lembra que a projeção de edifícios é uma das formas mais usadas para o suicídio, frisando que “a restrição de acesso aos meios de suicídio é efetiva na sua prevenção”.

Em relação a pontes ou edifícios, é indicado que a intervenção estrutural para restringir o acesso é também uma forma efetiva de prevenção.

Por Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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