Projeto propõe medidas para dar emprego a doentes mentais

A inserção dos doentes mentais no mercado laboral, através de estímulos financeiros, e o reforço dos cuidados de proximidade são as principais propostas de um trabalho hoje apresentado, que visa melhorar a situação destes doentes em Portugal.
créditos: MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Projeto Integra surgiu da necessidade urgente de desenvolver soluções concretas de integração das pessoas com perturbações mentais, depois de em abril um estudo europeu que envolveu 30 países ter deixado Portugal em 27.º no que respeita aos cuidados e tratamentos destes doentes.

Elaborado por grupos de trabalho de diferentes quadrantes da sociedade, o projeto aponta o estigma da sociedade, a insuficiente compreensão destas doenças e a necessidade de apoios e políticas adequadas como os principais problemas de Portugal, colocando-o entre os piores da Europa no que respeita a cuidados e tratamentos, apesar de ser o que tem maior prevalência de doenças mentais (um quinto da população).

O Projeto Integra aposta, assim, no combate ao estigma e no reforço da articulação entre os setores da Saúde, da Educação e da Segurança Social.

Projeto propõe reunião de esforços

Em concreto, sugere a criação de cuidados de proximidade, aproveitando a capacidade instalada no setor público, com particular enfoque na rede de cuidados de saúde primários e cuidados continuados integrados, envolvendo todas as estruturas existentes na comunidade, nomeadamente as Associações de Utentes, Familiares e Organizações Não-Governamentais.

“Nas Unidades de Saúde Familiar não existem recursos técnicos suficientes na área da saúde mental. Mesmo que algumas tenham psicólogos, estes não são dimensionados de acordo com as necessidades existentes”, refere o projeto, acrescentando que a valorização destas unidades está mais direcionada para determinadas patologias como a diabetes.

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