Projeto de novo hospital em Lisboa tinha riscos desnecessários para o Estado, diz ministro

Abertura do futuro Hospital de Lisboa Oriental estava prevista para 2016
21 de setembro de 2013 - 12h15
O ministro da Saúde revelou hoje que os peritos que avaliaram o projeto do futuro Hospital de Lisboa Oriental concluíram que o mesmo representava riscos desnecessários para o Estado, embora defendam a construção deste hospital.
Paulo Macedo falava à agência Lusa à margem da cerimónia de abertura das celebrações do 10.º aniversário do Instituto de medicina Molecular (IMM), que hoje decorrem em Lisboa.
A Comissão de Avaliação da Prossecução de Desenvolvimento do Projeto do Hospital de Lisboa Oriental, presidida pelo ex-ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, tomou posse e iniciou trabalhos a 05 de março.
Na altura, o ministro disse que chegara “o momento de avaliar qual a melhor solução dentro do atual quadro legal e financeiro, no sentido de se avançar com a construção” da nova unidade de saúde.
Hoje, Paulo Macedo disse que o resultado da avaliação dos peritos deverá ser conhecido durante a próxima semana, revelando que estes terão defendido a não adjudicação nestas condições.
Segundo o ministro, em causa estarão riscos que o Estado correria, se o projeto fosse adjudicado tal como está, e que os peritos classificaram de desnecessários.
O grupo de trabalho considerou ainda que “se justifica a construção do novo hospital”, adiantou.
A abertura do futuro Hospital de Lisboa Oriental – planeado para receber serviços dos hospitais de São José, Santa Marta, Curry Cabral, Estefânia, Capuchos, Desterro e a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) – estava prevista para em 2016.

Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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