Projeto com portugueses estuda fármacos contra HIV

Portugal, Roménia e França envolvidas num projeto constituído por quatro equipas divididas por fases

11 de março de 2014 - 12h01



O Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (IMM-FMUL) lidera um consórcio de três países num projeto europeu dedicado ao VIH, com um financiamento de cerca de quatrocentos mil euros, avança um comunicado de imprensa da instiutição.



Para Miguel Castanho, diretor de laboratório no IMM-FMUL e líder do projeto HIVERA, a liderança deste consórcio representa uma oportunidade única para a investigação portuguesa já que o seu objetivo é conseguir fármacos inovadores, combiná-los e garantir uma melhor distribuição dentro do corpo humano.



O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) é o retrovírus responsável pela síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). Embora os tratamentos antirretrovirais disponíveis se mostrem bem-sucedidos na redução da mortalidade, ainda não existe nenhum tratamento ou vacina completamente eficaz.



Este projecto reúne a experiência de quatro equipas de três países distintos: Portugal (equipas 1 e 2), França (equipa 3) e Roménia (equipa 4) com o objetivo de desenvolver novas abordagens farmacológicas e analisar a sua eficácia.



Todos os parceiros contribuirão com as suas diferentes experiências: a equipa 1 estudará a interação dos inibidores de fusão do VIH-1 e anticorpos anti-VIH com membranas de células; a equipa 2 usará o seu know-how no que se refere ao desenvolvimento de novos anticorpos anti-VIH e em ensaios de inibição da replicação do VIH-1; a experiência da equipa 3 evidenciar-se-á na caracterização da ligação de moléculas a membranas e o seu impacto sobre o normal funcionamento dessas células; por fim, a equipa 4 dedicar-se-á a estudos de dinâmica molecular e técnicas biofísicas.



“Com a conclusão deste trabalho espera-se chegar mais longe na luta farmacológica contra a SIDA e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes através de medicação mais eficaz”, sublinha Miguel Castanho na referida nota.



SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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