Programa de combate à obesidade procura voluntárias

Projeto de investigação em curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra quer trabalhar com mulheres com idades compreendidas entre 18 e 55 anos. Inscrições estão abertas!

Chama-se BEfree e assume-se como «uma forma diferente de combater a obesidade». Este programa inovador de intervenção em obesidade e dificuldades no controlo alimentar está novamente a aceitar candidaturas de mulheres voluntárias para seguirem um plano de intervenção psicológica, com uma duração de três meses. «Podem propor-se ao programa, desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação em curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCE-UC), mulheres com idades compreendidas entre 18 e 55 anos, residentes no distrito de Coimbra, com obesidade ou excesso de peso e dificuldades no controlo alimentar», refere o estabelecimento universitário em comunicado.

Na primeira fase, o estudo envolveu 35 mulheres divididas por dois grupos. Dessas, 15 foram sujeitas ao programa e 20 participaram como grupo de controlo, sem qualquer intervenção. Os resultados preliminares mostram que «o programa teve impacto na diminuição significativa, e em alguns casos eliminação, dos episódios de ingestão alimentar compulsiva, diminuição do peso e do autocriticismo. Estes resultados evidenciam como o programa é muito útil, não só para os problemas alimentares e obesidade, mas também para o equilíbrio emocional e melhoria da qualidade de vida das mulheres que participaram no programa», refere o investigador Sérgio Carvalho.

«Com inscrições gratuitas através do correio electrónico cineicc@fpce.uc.pt ou do telefone: 239 851464, o BEfree visa promover novas formas de as mulheres que sofrem de obesidade se relacionarem com a alimentação e com as suas emoções e melhorar o controlo alimentar e a sua qualidade de vida. De facto, o controlo alimentar parece ter um papel determinante na diminuição do peso. Esta segunda fase do estudo pretende garantir a máxima robustez do programa», pode ler-se ainda no documento.

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