Primeiro tratamento para disfunções da marcha autorizado

Fármacos para a esclerose múltipla já estão a ser usados em protocolos de combate à doença. A patologia atinge mais de 5.000 portugueses. A maioria são… mulheres!

O Infarmed autorizou a utilização, em meio hospitalar, de comprimidos de libertação prolongada da substância ativa fampridina para o tratamento das disfunções da marcha em doentes com esclerose múltipla. Comercializado pela farmacêutica Biogen Idec, este é o primeiro tratamento que «demonstrou ser eficaz em pessoas com todos os tipos da doença, tanto na forma surto-remissão, como nas formas secundária progressiva, primária progressiva e progressiva recidivante», lê-se no comunicado da empresa.

93% é a proporção de doentes com esclerose múltipla que tem problemas de mobilidade nos primeiros dez anos após o diagnóstico. Esta doença, uma patologia auto-imune, surge tendencialmente entre os 20 e os 40 anos e afeta duas vezes mais mulheres do que homens. Os sintomas mais frequentes incluem fadiga, entorpecimento, dificuldades sexuais, desequilíbrio, espasmos, dor crónica, depressão, incontinência e dificuldade em andar.

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