Primeiro medicamento biológico português com autorização da FDA para entrada em ensaios clínicos

Trata-se de um feito único no panorama nacional do setor da biotecnologia
24 de julho de 2014 - 11h40



A Technophage, uma empresa de biotecnologia sedeada em Lisboa, recebeu autorização da U.S. Food and Drug Administration (FDA) à candidatura apresentada tendo em vista a entrada em ensaios em humanos do produto TP-102, uma preparação de bacteriófagos para o tratamento de úlceras crónicas.



Esta autorização irá permitir à TechnoPhage iniciar ensaios clínicos, confirmando a segurança e eficácia destes produtos terapêuticos, após o sucesso da demonstração em ambiente laboratorial.



Presentemente, não existem no mercado medicamentos de aplicação tópica dirigidos especificamente ao pé diabético infectado. Neste sentido, a Technophage irá colmatar uma necessidade médica não satisfeita por nenhum medicamento disponível no mercado, prevendo-se um impacto muito significativo no bem-estar destes doentes.



Os produtos inovadores de base bacteriofágica têm sido desenvolvidos ao longo dos últimos oito anos através de uma colaboração conjunta entre a TechnoPhage e a Tecnifar, uma empresa farmacêutica portuguesa.



O alcance desta importante fase do ciclo de desenvolvimento do novo produto resulta do forte compromisso assumido por ambas as empresas e corresponde a um feito único no panorama nacional do setor da biotecnologia.



“Esta autorização de entrada em fases clínicas dada pela FDA para o nosso produto TP-102 representa um passo muito importante no percurso da TechnoPhage que tem como objectivo tornar-se um player relevante no sector da biotecnologia a nível global", comenta Miguel Garcia, CEO da empresa, em comunicado.



"Este milestone, agora alcançado, é fruto de uma parceria de longa data entre a TechnoPhage e a Tecnifar, empresa farmacêutica que revelou desde início um forte compromisso com os projectos relacionados com terapia fágica, o que tem sido fundamental para o sucesso atingido”, conclui.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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