Primeiro caso do novo coronavírus registado nos Emirados Árabes Unidos

Organização Mundial de Saúde convocou conversações de emergência sobre o vírus
12 de julho de 2013 - 11h37



Os Emirados Árabes Unidos registaram o primeiro caso no país da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), que já afetou 80 pessoas, 44 das quais acabaram por morrer.



As autoridades de saúde do país anunciaram na quinta-feira à noite, num comunicado divulgado pela agência estatal WAM, que o novo coronavírus foi identificado num homem de 82 anos que sofre de cancro e está a receber tratamento num hospital da capital, Abu Dhabi.



As autoridades dizem tratar-se do primeiro caso de MERS diagnosticado nos Emirados Árabes Unidos.



Em maio, a França disse que um homem de 65 anos estava hospitalizado com o coronavírus após ter passado férias no Dubai, mas o ministério da saúde dos Emirados Árabes Unidos disse na altura não haver registo de casos da doença no país.



Os especialistas estão a estudar a MERS, que afetou sobretudo a vizinha Arábia Saudita, onde foram identificados 65 casos, incluindo 38 mortes.



A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na semana passada ter convocado conversações de emergência sobre o vírus da MERS, mas a reunião não resultou em qualquer conclusão ou decisão. Uma segunda consulta sobre o tema ocorre a 17 de julho.



As autoridades estão preocupadas com o potencial impacto da peregrinação anual a Meca, que em outubro leva milhões de muçulmanos de todo o mundo à Arábia Saudita.



A OMS não recomendou quaisquer restrições às viagens devido à MERS, mas apelou aos países para que vigiem quaisquer padrões pouco comuns de infeções respiratórias.



A primeira morte devido ao MERS ocorreu em junho do ano passado na Arábia Saudita.



Este novo coronavírus pertence à família do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS), que em 2003 fez cerca de 800 mortos no mundo.



Para além da Arábia Saudita, casos isolados de MERS foram identificados na Jordânia, no Qatar, no Reino Unido, em França, na Alemanha, em Itália e na Tunísia.



Até agora, 44 pessoas morreram após serem contaminadas pelo coronavírus, que provoca problemas respiratórios, pneumonia e uma insuficiência renal rápida, com uma taxa de mortalidade particularmente elevada, de 54%.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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