Presidente do centro hospitalar Porto diz que abertura de centro materno esteve sempre prevista em três fases

O Centro Materno Infantil do Norte está previsto desde 1991
5 de maio de 2014 - 09h22



O presidente da administração do Centro Hospitalar do Porto esclareceu hoje que a abertura do Centro Materno Infantil do Norte “esteve sempre prevista em três fases”, rejeitando críticas sobre a inauguração de uma obra incompleta por motivos eleitoralistas.



Em comunicado enviado à Lusa, Sollari Allegro respondeu a críticas do líder da concelhia socialista do Porto e ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, que domingo exigiu que o Governo revele “o calendário” previsto para completar o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), acusando-o de tudo ter feito para “sabotar” a obra e pretender inaugurá-la incompleta este mês por motivos eleitoralistas.



“A abertura do CMIN esteve sempre prevista em três fases. A construção de um novo edifício onde colocaríamos o internamento de Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria. A reabilitação do antigo edifício da Maternidade onde será colocada a consulta externa e a construção de um parque de estacionamento, exigência da Câmara do Porto”, esclarece Sollari Allegro.



O presidente do Centro Hospitalar do Porto, que integra o CMIN, considera que, “estando a fase 1 terminada, é necessário abri-la e pô-la ao serviço da população. Ninguém entenderia que assim não fosse”.



O CMIN será inaugurado na terça-feira com uma homenagem a Albino Aroso, “figura grande da área materno-infantil portuguesa e que tinha aceitado participar na abertura e dar o nome ao Centro Materno-Infantil”, sublinha Sollari Alegro.



“Esta cerimónia estava há muito planeada, ao arrepio de atos eleitorais, tal como informámos em abril os deputados do Partido Socialista tendo então o facto sido recebido com satisfação”, acrescentou.



Manuel Pizarro descerrou no domingo, frente à obra do CMIN, um cartaz do PS/Porto, dizendo “Centro Materno Infantil: Este Governo não queria. Mas o Porto venceu”.



“O que vai ser inaugurado é uma obra que ainda está incompleta e nós exigimos que o Governo explique qual é o calendário para a completar, designadamente para requalificar o edifício da Maternidade [Júlio Dinis] e para construir o parque de estacionamento, que é um equipamento indispensável porque passarão a vir aqui todos os dias milhares e milhares de pessoas”, afirmou o líder da concelhia em declarações aos jornalistas.

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