Presidente do Banco Mundial insta Ásia a ajudar África a combater Ébola

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, instou hoje a Ásia a enviar profissionais de saúde treinados para a África ocidental, atingida pelo Ébola, advertindo que o colocar o foco num controlo fronteiriço mais apertado não é solução.

“Apelei aos países da Ásia para oferecerem profissionais de saúde treinados agora para ajudar a travar o Ébola a partir da fonte”, disse Jim Yong Kim aos jornalistas em Seul, agradecendo os esforços envidados pela Coreia do Sul, China e Japão no envio de pessoal ou equipamento médico no quadro do combate ao vírus.

A Ásia tem uma riqueza em termos de pessoal médico os quais podem estar “entre os heróis que são agora necessários na linha da frente”, afirmou, acrescentando que muitos países asiáticos “que poderiam ajudar simplesmente não o estão a fazer – especialmente no que diz respeito ao envio de profissionais de saúde”.

“Focar-se apenas no controlo fronteiriço não é a resposta adequada. O mundo precisa de apagar o fogo porque caso não o faça o Ébola pode propagar-se a qualquer outro país, incluindo aqui na Ásia”, alertou o presidente do Banco Mundial.

A Ásia tem de enviar “equipas de profissionais de saúde treinadas” para os três países mais afetados – Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa –, disse, indicando que apenas 30 equipas de todo o mundo foram enviadas para o epicentro da crescente crise até ao momento.

O Banco Mundial advertiu para perdas económicas potencialmente catastróficas como resultado do surto do Ébola na África Ocidental, onde o vírus já causou quase 5.000 mortes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizou mais de 13.000 casos, mas admite que o número real pode ser muito maior.

No início de outubro, o Banco Mundial juntou-se à OMS e à Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência contra o Ébola (UNMEER, em inglês) na definição do objetivo “70/70/60”: isolar e tratar 70% dos casos de Ébola na África Ocidental e enterrar com segurança 70% das vítimas mortais num prazo de 60 dias.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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