Presidente da ARS nega fecho de serviço de cirurgia cardiotorácica em Lisboa

Auditoria não recomenda o fim deste serviço no Hospital de Santa Cruz, garante Luís Cunha Ribeiro
8 de outubro de 2013 - 14h39



O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) garante não estar previsto o encerramento de qualquer serviço de cirurgia cardiotorácica em Lisboa, apesar de uma auditoria concluir que há demasiada oferta nesta área.



Luís Cunha Ribeiro falava à agência Lusa a propósito de uma auditoria realizada a pedido da ARSLVT pelo cirurgião belga Paul Sergeant que avaliou os serviços de cirurgia cardiotorácica em Lisboa e recomendou a concentração de serviços, deixando de fora o Hospital de Santa Cruz.



Foram auditados os serviços dos hospitais de Santa Marta, Santa Cruz, Santa Maria e o semipúblico Hospital da Cruz Vermelha.



“Para já não está previsto o encerramento de qualquer unidade de saúde [auditada]. Está tudo em aberto”, garantiu.



Luís Cunha Ribeiro esclareceu que a auditoria – cujas conclusões se recusou a comentar - não recomenda o fim deste serviço no Hospital de Santa Cruz.



No documento, a que a Lusa teve acesso, são apontados vários caminhos para a cirurgia cardiovascular, mas nenhum deles inclui a permanência da cirurgia cardiotorácica no Hospital de Santa Cruz.



Luís Cunha Ribeiro frisou que as auditorias são pedidas para ajudar nas decisões e assegurou que estas vão surgir, não revelando quando.



Questionado sobre o custo desta auditoria, Luís Cunha Ribeiro disse que Paul Sergeant prescindiu do valor, por considerar que a mesma se enquadra no âmbito do seu trabalho universitário.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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