Praias/saúde: Menos amostras de água imprópria para banhos em 2011 - INAG

Nos primeiros seis meses deste ano, as análises feitas à água das praias tiveram melhores resultados do que no mesmo período do ano passado, disse à Lusa fonte do Instituto da Água (INAG).

“Até 13 de julho de 2011 houve menos amostras classificadas como ‘Água imprópria para banhos’ do que em 2010, até 13 de julho de 2010”, explicitou o chefe de Divisão de Qualidade da Água do Departamento Monitorização e Sistemas de Informação do Domínio Histórico do INAG.

Jorge Bochechas explicou que a “qualidade da água é controlada através dos programas de monitorização estabelecidos pelo INAG e realizados pelas Administrações de Região Hidrográfica (ARH)”.

“O ponto de amostragem é estabelecido pelas ARH, em colaboração com o delegado de saúde regional, considerando os locais de maior afluência de banhistas e também de maior risco de poluição em cada água balnear”, afirmou.

De acordo com o técnico, “a frequência de amostragem é no mínimo mensal e tem em conta os resultados analíticos históricos de cada água balnear”.

Ainda segundo Jorge Bochechas, “no local, as águas balneares são inspecionadas visualmente para detetar poluição por resíduos de alcatrão, vidro, plástico, borracha”, sendo “recolhida uma amostra para determinação dos valores dos parâmetros microbiológicos Escherichia coli e Enterococos intestinais".

“Sempre que se detete visualmente a presença de poluição por resíduos de alcatrão, vidro, plástico, borracha e outros resíduos, o delegado de saúde regional procede à avaliação do risco para a saúde pública e informa a ARH para que esta promova as medidas de gestão adequadas incluindo, se necessário, a informação do público”, explicou.

Sublinhou ainda que “não existe informação” sobre o tipo de resíduos mais comuns encontrados nas análises efetuadas pelo INAG.

Sobre o facto de existirem variações semanais significativas nos resultados das análises à água, Jorge Bochechas defendeu que “cada caso tem de ser avaliado individualmente”.

“Por vezes ocorrem descargas ilegais que não é possível identificar, mas que têm um impacto muito localizado no tempo”, referiu.

04 de agosto de 2011

Fonte: Lusa

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