Portugueses e espanhóis estudam envelhecimento na Península Ibérica

As universidades do Algarve e de Salamanca, Espanha, assinaram um acordo para uma investigação conjunta e transdisciplinar sobre o envelhecimento populacional na Península Ibérica, referiu hoje à Lusa a investigadora da academia algarvia, Nídia Braz.
créditos: HUGO DELGADO / LUSA

“O objetivo deste acordo é trabalhar toda a problemática que decorre do facto de a idade média da população estar a subir e trabalhar aquilo que tem que ver com a população maior de 65 anos”, explicou a investigadora do Centro de Estudos e Desenvolvimento em Saúde da Universidade do Algarve (Ualg).

A parceria vai permitir criar formação pós-graduada e formação contínua para dar resposta às necessidades da população sénior e desencadear investigação no âmbito da economia do envelhecimento, em que se inclui o turismo sénior.

“Vertentes como o turismo dedicado a seniores são temas que certamente vão ter muito desenvolvimento”, disse Nídia Braz, observando que o potencial e a experiência existentes no Algarve na área do turismo sénior foram um fator determinante para a participação da Ualg no projeto.

Entre os objetivos deste protocolo está ainda a internacionalização das universidades e a sua cooperação com a comunidade, dando particular destaque às suas relações com as empresas e outros agentes sociais, cujos contributos deverão estimular as atividades de investigação e a transferência de conhecimento e tecnologia, esclarece a Ualg em comunicado.

O acordo firmado entre as universidades, a Direção-geral de Saúde portuguesa e a Fundação Geral do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, de Espanha, tem uma duração protocolar inicial de três anos, mas as academias esperam que seja para ter continuidade.

As universidades vão trabalhar em conjunto e preparam-se para desencadear ações que permitam candidatar projetos a financiamento e envolver mais investigadores.

Para maio está previsto um encontro sobre economia do envelhecimento para o qual a organização pretende contar com a participação de uma universidade americana e de uma universidade japonesa, adiantou Nídia Braz.

O consórcio agora estabelecido vai ao encontro da “Agenda de Investigação sobre o Envelhecimento para o século XXI” que foi instituída em 2007 pelo Programa das Nações Unidas sobre o Envelhecimento e pela Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários