Portugal vai receber financiamento comunitário para investigações em saúde

Portugal vai receber financiamento comunitário para quatro novas cátedras, três no domínio das ciências da vida e da medicina e outra na área do ambiente, a desenvolver em várias instituições universitárias e científicas, foi hoje anunciado.
créditos: AFP/ PHILIPPE HUGUEN

A Comissão Europeia anunciou hoje a atribuição de 13 novas cátedras do Espaço Europeu da Investigação (EEI), no valor máximo de 2,5 milhões de euros cada.

Os beneficiários são 13 universidades, institutos técnicos e organizações privadas da União Europeia, dos quais quatro em Portugal: a Universidade do Minho (modelos oncológicos 3D in vitro), o Instituto de Ciências e Tecnologia (metagenómica ambiental), a Universidade de Coimbra (investigação na área do envelhecimento) e o Instituto de Medicina Molecular (investigação biomédica em imunidade e infeção).

O financiamento provém do Programa Horizonte 2020 de apoio à investigação e à inovação.

“Vai permitir que estas instituições atraiam os melhores elementos do meio académico e possam ter melhores condições para concorrer com centros de excelência noutras partes do Espaço Europeu da Investigação”, afirma em comunicado a representação da Comissão Europeia em Portugal.

Todos os estados membros apresentaram propostas no primeiro convite. A seleção dos projetos foi feita por peritos independentes, “com base na excelência”.

De acordo com a Comissão, o primeiro convite à apresentação de propostas para esta iniciativa foi feito dezembro de 2013, com um orçamento de 33,6 milhões de euros.

“As instituições selecionadas têm de adjudicar cátedras a académicos eminentes que revelem capacidade para elevar os padrões e atrair pessoal de alto nível, bem como fundos provenientes de outras fontes”, refere o documento.

No âmbito do Horizonte 2020, existe uma linha orçamental de 800 milhões de euros, intitulada “Alargar a Participação”, cujo objetivo é ter uma distribuição geográfica mais equilibrada, “mantendo os padrões de excelência na avaliação”.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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