Portugal tem todas as condições para crescer no turismo de saúde, diz ministro da Economia

A aposta na saúde "é uma aposta estratégica por parte do governo", diz Pires de Lima
6 de junho de 2014 - 14h33



O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse hoje em Cantanhede que Portugal tem "todas as condições" para crescer no turismo da saúde.



"Portugal tem todas as condições para continuar a progredir e a crescer numa área do turismo que casa com a área da saúde", afirmou Pires de Lima, sublinhando "a oportunidade de riqueza e de crescimento" gerada pela "contaminação mútua" dos dois setores.



A saúde "é um setor que tem uma ligação direta com outro setor muito importante, que é o do turismo, nomeadamente o do turismo sénior e residencial", observou, sublinhando que o Governo tem "vindo a trabalhar nas várias valências" da área.



A aposta na saúde "é uma aposta estratégica por parte do governo, mas também de outros governos que nos antecederam", frisou o governante, recordando que esta faixa da economia "já vale mais nas exportações do que alguns dos setores mais tradicionais".



Pires de Lima discursava num dos edifícios do parque tecnológico Biocant Park, em Cantanhede, durante a primeira edição da iniciativa "Marchas do Empreendedorismo e da Inovação", promovida pelo seu ministério, em que visitou, para além deste local, a farmacêutica Bluepharma e as suas 'spin-off' Luzitin e Treat U, em Coimbra.



António Pires de Lima falou ainda da importância de Portugal ter uma "economia mais virada para o conhecimento", considerando que o país está a "transformar-se numa economia mais empreendedora, seja por necessidade ou por vontade genuína".



Nesse sentido, o ministro apontou para diversas medidas do Governo criadas para "dotar as empresas de instrumentos que permitam a sua viabilidade na fase inicial", fazendo referência à isenção de IRC para todas as start-ups nos seus primeiros três anos, aprovada pelo Conselho de Ministros há duas semanas.



Na visita que decorreu durante a manhã, participaram o ministro da Saúde, Paulo Macedo, e o secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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