Portugal já faz implantes híbridos de preservação auditiva

O primeiro foi executado no Porto numa mulher de 41 anos que sofria de surdez moderada. Mas nem todos os pacientes com o mesmo problema podem ser candidatos…

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Portugal já faz implantes cocleares híbridos de preservação auditiva. O primeiro foi colocado nas últimas semanas no Hospital Lusíadas Porto numa doente de 41 anos com problemas auditivos. «O implante inovador permite combinar a estimulação elétrica, utilizada para a reabilitação auditiva de pessoas surdas, e a estimulação acústica, direcionada a doentes com algum grau de perda auditiva», informou hoje a unidade hospitalar em comunicado. «Esta é a primeira vez que se realiza este tipo de implante e é, de facto, um enorme avanço na área da otorrinolaringologia», explica António Sousa Vieira, coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Porto.

«O implante coclear está indicado para pessoas surdas e, desta vez, implantámos numa doente que ainda não estava totalmente surda», esclarece o especialista. «A mulher tem 41 anos, sofria de uma perda auditiva moderada e não estava a ter benefícios com as próteses auditivas convencionais. Com este tratamento de estimulação eletroacústica conseguimos preservar a audição da paciente, afastando a possibilidade de surdez», revela António Sousa Vieira. «Há pacientes que não são candidatos ao implante coclear (estimulação elétrica) e que não beneficiam dos aparelhos auditivos convencionais (estimulação acústica)», alerta contudo.

A estimulação eletroacústica utiliza a amplificação acústica e a tecnologia do implante coclear (estimulação elétrica) em simultâneo e está indicada para pessoas que foram diagnosticadas com surdez parcial, que recebem pouco ou nenhum benefício com aparelhos auditivos. «A estimulação eletroacústica é então a combinação entre um aparelho que é capaz de realizar a estimulação elétrica em algumas zonas da cóclea (altas frequências) e um aparelho de audição convencional, que é capaz de estimular outras regiões da cóclea (baixas frequências)», acrescenta o especialista.

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