Portugal fora da rede de países onde o sistema de cuidados paliativos é "adequado"

Austrália, Áustria, Bélgica, mas também Uganda e Roménia entre os países com melhores redes
29 de janeiro de 2014 - 10h44
Apenas uma em cada dez pessoas doentes e em fase terminal no mundo, a precisar de cuidados paliativos, consegue usufruir dos mesmos e Portugal não está entre os 20 países do mundo onde a rede deste tipo de tratamentos é adequado, revela o primeiro estudo sobre o tema, publicado na terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Neste estudo, intitulado "Atlas mundiaal dos cuidados paliativos em fase terminal", publicado pela OMS e pela Aliança Mundial para os Cuidados Paliativos (WPCA), com sede em Londres, a OMS considera que o acesso a este tratamento para aliviar a dor "é um direito humano".
Anualmente, há 20 milhões de pessoas em fase terminal que precisam de cuidados paliativos, 6% das quais são crianças.
Os países de orçamento baixo representam 80% das necessidades no campo deste tipo de cuidados.
De acordo com o mesmo relatório, apenas 20 países no mundo têm um sistema de cuidados paliativos "adequado": Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Polónia, Roménia, Singapura, Suécia, Suíça, Uganda, Reino Unido e Estados Unidos.
Segundo a médica chilena Maria Cecilia Sepúlveda Bermedo, que participou no estudo, "o problema principal é o acesso à morfina".
"Com o envelhecimento da população, as necessidades de cuidados paliativos são cada vez maiores", ressalta o documento da OMS.
SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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