Porto propõe novas instalações para melhorar três centros de saúde

A Câmara do Porto defende a mudança de instalações de três centros de saúde por falta de condições, estimando que a alteração custe menos de 4,5 milhões de euros e possa estar concluída dentro de dois anos.
créditos: LUSA

A proposta relativa aos centros de Saúde da Batalha, de Ramalde e de Campanhã faz parte da “Carta de Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários do Porto” elaborada a pedido da autarquia e, na reunião camarária de hoje, o executivo aprovou submeter o documento a discussão pública durante 60 dias.

Na sessão camarária, o coordenador do estudo, Fernando Araújo, notou que a transferência da localização do centro da Batalha está em curso e que a mudança de 2,5 milhões de euros, indicada para os outros dois equipamentos, depende da vontade política do Governo.

“Existem todas as condições económicas para avançar desde que tenham parecer político favorável”, observou o também ex-presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte).

O presidente da Câmara, Rui Moreira, mostrou-se mais confiante na possibilidade de adaptar um edifício não concluído no bairro das Campinas para acolher o centro de Saúde de Ramalde do que em usar a escola do Cerco, propriedade do Estado, para ali instalar o centro de Saúde de Campanhã, onde estão incluídas as Unidades de Saúde de Azevedo, do Ilhéu e de S. Roque da Lameira.

“Relativamente ao edifício das Campinas, houve um almoço com o ministro da Saúde em que o assunto foi amplamente debatido. Não sabemos se o ministro será o mesmo [na sequência das eleições legislativas de domingo], mas a política do ministério será certamente de continuidade. Quanto ao Cerco, é um caso diferente porque o edifício pertence ao Estado central”, observou.

Fernando Araújo justificou a mudança de instalações com o facto de os centros de saúde em causa estarem “em edifícios arrendados” onde a realização de obras não daria aos equipamentos as condições desejadas.

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