Plano Regional de Saúde do Norte quer diminuir mortalidade por cancro até 2016

Diminuição da taxa bruta de mortalidade prematura das doenças cerebrovasculares é um dos objetivos
3 de julho de 2014 - 16h11



Os tumores malignos, as doenças cerebrovasculares, diabetes, depressão e doença crónica do fígado e cirrose são os cinco principais problemas de saúde identificados no Plano Regional de Saúde do Norte 2014-2016, que define as principais estratégias a implementar.



O documento, a que a Lusa teve hoje acesso, seleciona e hierarquiza as principais necessidades de saúde da população da região Norte, em termos de mortalidade, morbilidade e determinantes da saúde.



Optou-se por, para cada uma das três categorias, selecionar e hierarquizar cinco necessidades de saúde, perfazendo um total de quinze.



Com base nas necessidades de saúde selecionadas, na avaliação prognóstica dos respetivos indicadores de saúde, e nas prioridades de saúde nacionais conhecidas foram definidos os objetivos de saúde da população da região Norte a serem atingidos até 2016.



Entre esses objetivos destacam-se a diminuição da taxa bruta de mortalidade prematura das doenças cerebrovasculares em ambos os sexos, para os 7,8/100 mil habitantes (o último valor é de 9,8/100 mil habitantes) e atingir uma taxa de mortalidade prematura do tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmões, em ambos os sexos, inferior a 16,4/100 mil habitantes.



Pretende-se também manter a taxa bruta de mortalidade prematura do tumor maligno do estômago, em ambos os sexos, em 9,5/100 mil habitantes, diminuir a taxa bruta de mortalidade do tumor maligno da mama feminina para 11,0/100 mil habitantes e atingir uma taxa bruta de mortalidade prematura do tumor maligno do cólon e reto, em ambos os sexos, inferior a 8,2/100 mil habitantes.



O plano visa ainda atingir uma proporção de inscritos nos agrupamentos de centros de saúde/unidades locais de saúde com diagnóstico de diabetes, em ambos os sexos, superior a 6,5% e inferior a 12,9% e com diagnóstico de perturbações depressivas, no sexo feminino, de 10%.



Diminuir as taxas de incidência de tuberculose, em ambos os sexos, de internamento por doença pulmonar obstrutiva crónica, de incidência da infeção VIH, em ambos os sexos, para 3/100 mil, diminuir a prevalência de HTA, em ambos os sexos, para 37%, diminuir a prevalência de consumo de tabaco, em meio escolar (3º ciclo) e diminuir a prevalência de obesidade nas crianças escolarizadas entre os 6 e os 8 anos para 14%, são outros objetivos.



Para a identificação e hierarquização das necessidades sentidas de saúde foram convidadas a participar cerca de 200 entidades diferentes, dentro e fora do setor da saúde, envolvendo os setores público e privado da saúde, as autarquias, ordens profissionais relevantes, os meios académicos e científico, organizações sindicais, o setor social e a chamada sociedade civil. Participaram cerca de 40 entidades, tendo sido obtido o consenso após duas rondas.



Num total de 86 municípios, com 3.666.234 residentes (estimativa anual da população residente, referente a 2012), a região Norte continua a representar cerca de 37% da população do continente.



Embora, no triénio 2008-2010, as doenças do aparelho circulatório continuassem a ser a principal causa de morte, o decréscimo dos óbitos foi acentuado, ao contrário dos óbitos por tumores malignos, que têm vindo a aumentar. Neste período, no grupo das causas específicas, as mortes por diabetes e pneumonia aumentaram.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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