Plano adequado de cuidados paliativos permitiria poupar até 250 milhões de euros por ano

O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos defende que se o plano nacional de cuidados paliativos fosse adequado à realidade permitiria poupar entre 125 a 250 milhões de euros/ano ao Serviço Nacional de Saúde.
créditos: ANDRE KOSTERS/LUSA

Em declarações à Lusa, Manuel Luís Capelas explicou que os custos por cada doente a necessitar de cuidados paliativos em Portugal poderiam baixar entre dois a quatro mil euros por ano, caso existissem estruturas mais adequadas, uma vez que se estima que haja em Portugal cerca de 60.000 adultos a necessitar destes cuidados.

"O custo destes doentes para o Serviço Nacional de Saúde baixava e tornava o serviço nacional mais eficiente", defendeu o enfermeiro, especializado nesta área, à margem da sessão de abertura da segunda edição das Jornadas de Cuidados Paliativos do Algarve, que decorrem entre hoje e sexta-feira, em Faro.

Aquele responsável referiu que há muito poucas equipas especializadas no país, o que faz com que, em certos locais, não seja cumprido o tempo de atendimento mínimo, como o caso de um serviço no país, que não especificou, em que há apenas um médico a trabalhar uma vez por semana nesta área.

Necessárias mais respostas ao domicílio

Além da necessidade de estruturas básicas de internamento que prestem estes cuidados, Manuel Luís Capelas insiste na necessidade de ampliar as respostas ao domicílio, o que contribuíria para diminuir as hospitalizações.

No distrito de Faro, por exemplo, existe apenas uma equipa de suporte domiciliário em cuidados paliativos, que atua nos concelhos de Vila Real de Santo António, Castro Marim, Alcoutim e Tavira, embora haja distritos no país sem qualquer recurso nesta área.

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