Pedrógão Grande pede a Passos Coelho mais um médico

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, norte do distrito de Leiria, alertou esta sexta-feira o primeiro-ministro para a necessidade de mais um médico no concelho e salientou que nesta matéria o municipalismo não se pode substituir à Administração Central.
créditos: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

“Se olharmos para as questões da saúde, verificamos que os municípios cada vez mais se empenham em procurar que falte o menos possível às populações”, afirmou Valdemar Alves na sessão solene do Dia do Município, na Casa da Cultura, onde no início da cerimónia os presentes cantaram os parabéns ao primeiro-ministro, que hoje celebra mais um aniversário.

Valdemar Alves referiu que tem “procurado de forma incansável conseguir, pelo menos, mais um médico”, o que “foi prometido para depois” o concelho não o ver.

“Bem sei que esta é a realidade de tantos concelhos. Porém, nenhum dos municípios pode colocar médicos, apenas a tutela, e, aqui, o municipalismo não se pode substituir à Administração Central”, disse o autarca, defendendo a necessidade de unir esforços para “encontrar a devida solução”.

Outra questão fundamental para Pedrógão Grande é a dificuldade em fixar a população, referiu Valdemar Alves, sublinhando que “se é difícil atrair empresas para o interior de Portugal e assim gerar riqueza e postos de trabalho que fixariam os jovens, também é difícil com a disponibilidade financeira das câmaras municipais do interior conseguir florestas cuidadas”.

Nesse sentido, observou que “deveriam entrar avultadas somas dos fundos europeus”, mas “apenas oito milhões de euros estão disponíveis para todo o Portugal para prevenção das alterações climáticas ou fogos”.

“Se dividirmos este valor apenas pelos concelhos da região Centro, cada município teria 80 mil euros para prevenir fogos florestais”, notou.

Para Valdemar Alves, independente eleito pelo PSD, “preservar a floresta poderá ser uma alternativa para ajudar a fixar população e gerar riqueza em muitas regiões do interior”, sendo que “as potencialidades turísticas são outro factor-chave que poderá ajudar a criar postos de trabalho e a fixar população no interior”.

“Porém, e pese embora a estratégia da zona Centro para os fundos europeus nesta matéria fosse puxar para cima os mais pequenos, a verdade é que tal estratégia, regida em portaria do Diário da República, tem sido adulterada e, desta forma, a grande maioria dos municípios não consegue recorrer aos fundos europeus para potenciar os seus recursos turísticos”.

Mas, acrescentou, Pedrógão Grande, que hoje assinala 809 anos, “não quer desenvolvimento através da dependência de fundos”, pelo que procura “atração de investimento, seja ele nacional ou estrangeiro”, exemplificando com a assinatura recente de um protocolo com uma Câmara de Comércio da China

Dirigindo-se a Passos Coelho, o autarca reconheceu que “governa o país numa altura incrivelmente difícil”, considerando que “por nunca ter deixado esmorecer o espírito de Portugal e por ter impelido todos a lutar”, o primeiro-ministro “ficará na história como o líder de Governo, como o homem que não deixou os portugueses desanimar”.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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