Peditório volta a recolher pilhas usadas para doar aparelhos de tratamento ao IPO

A Ecopilhas volta em dezembro a pedir aos portugueses para colocarem as pilhas e baterias usadas nos recipentes adequados ao encaminhamento para reciclagem, uma forma de contribuirem para a doação de dois aparelhos ao IPO de Lisboa.

O 6.º Peditório Nacional de Pilhas e Baterias, promovido pela Sociedade Gestora de Pilhas e Acumuladores, vai decorrer até final de dezembro e o resultado da recolha permite doar ao IPO uma "gama sonda portátil para gânglio sentinela e um dermatomo", equipamentos de tratamento para doentes oncológicos, explica a Ecopilhas numa informação hoje divulgada.

As pilhas velhas de lanternas, relógios, rádios, comandos de equipamentos ou brinquedos e as baterias já sem uso de aparelhos como máquinas fotográficas, telemóveis, computadores portáteis ou ferramentas elétricas devem ser colocadas num dos 16.000 pilhões colocados em todo o país.

Estes materiais recebem depois um tratamento adequado, são reciclados e podem voltar a ser usados no fabrico de novos produtos, em vez de serem abandonados na natureza, causando poluição.

A iniciativa conta com a participação de locutores da RFM, que a difundem, e do Millennium bcp, que disponibiliza nas suas sucursais, em todo o país, 400 pilhões.

Nas cinco edições anteriores do Peditório, a Ecopilhas recolheu mais de 18 milhões de unidades de pilhas e baterias usadas, o que permitiu doar ao IPO diversos aparelhos de tratamento e diagnóstico.

No Peditório deste ano, o objetivo é oferecer a Gama sonda, equipamento utilizado no bloco operatório, numa técnica que permite a realização de cirurgias mais conservadoras no tratamento de vários tumores, e o Dermatomo, um instrumento cirúrgico de precisão de corte de pele para recolher enxerto de pele em melhores condições para ser usado em reconstruções cutâneas, explica a Ecopilhas.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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