Pedidos de ajuda não param de chegar à Liga Portuguesa contra o Cancro

Pedidos de ajuda devem-se sobretudo a necessidade de apoio financeiro
4 e abril de 2013 - 09h49



A Liga Portuguesa Contra o Cancro investiu, no ano passado, cerca de 500 mil euros no apoio financeiro a mais de 14 mil doentes oncológicos, sobretudo para compra de medicamentos e transporte, necessidades que tendem a aumentar.



No dia do 72.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que hoje se assinala, o presidente da instituição, Francisco Cavaleiro de Ferreira, admitiu que, nos primeiros meses deste ano, já se sente uma tendência do aumento da procura de apoio financeiro.



Os pedidos de ajuda para compra de medicamentos e para deslocações para tratamentos ou consultas são os mais recorrentes, adiantou à agência Lusa o responsável, indicando que, nos primeiros meses deste ano, se nota uma tendência de aumento na ordem dos 10%.



O presidente da Liga traça, no entanto, como principal objetivo do seu mandato, o alargamento do rastreio ao cancro da mama, tornando-o um rastreio de âmbito nacional.



Mais de 750 mil mulheres já foram rastreadas, 250 mil no ano passado, mas Francisco Cavaleiro de Ferreira lamenta que o rastreio não chegue a todas as pessoas.



Península de Setúbal, Lisboa e alguns concelhos do Porto e Braga são zonas ainda não abrangidas por este rastreio ao cancro da mama.



“Temos sempre a lamentar ainda não conseguirmos fazer o alargamento a todo o território nacional, que temos tentado com bastante persistência. Não sei bem quais são os entraves. Acima de tudo acho que é uma questão de haver capacidade financeira. Não encontro outra explicação que não seja essa. Há pessoas que têm acesso a um programa de rastreio e outras que não conseguem e estas acabam por estar prejudicadas”, afirmou o responsável.



A Liga Portuguesa Contra o Cancro quer ainda potenciar a linha de apoio ao cancro (808 255 255), um número gratuito e nacional que disponibiliza apoio sobre qualquer questão na área oncológica, seja a doentes ou familiares.



“Temos o registo de 2.000 chamadas recebidas. Mas é um instrumento muito válido e que pode servir muito mais gente”, resumiu Cavaleiro de Ferreira.



A par desta linha, a Liga tem também consultas gratuitas de psicologia na área oncológica, que, no ano passado, foram procuradas por cerca de 600 doentes.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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