Partidos do Governo e PS querem máximo de especialidades nos hospitais do Oeste

PCP e BE coincidem no pedido de suspensão da reestruturação dos cuidados hospitalares do Oeste
2 de abril de 2013 - 14h21



Os partidos da maioria e o PS vão pedir ao Governo que garanta a manutenção do “maior número de especialidades” nos hospitais do Oeste, enquanto PCP e Bloco querem a suspensão imediata da reorganização dos serviços de saúde.



O parlamento debate esta quinta-feira quatro projetos de resolução do PSD/CDS-PP, PS, PCP e Bloco de Esquerda sobre a reorganização dos serviços de saúde na região Oeste.



Nas suas propostas, PSD e CDS e também o PS pedem ao Governo que assegure a manutenção do maior número de valências médicas nas atuais unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Peniche e Alcobaça.



Os partidos da coligação referem que “em muitas especialidades, o número de médicos era insuficiente face às necessidades” no Centro Hospitalar do Oeste Norte – que no ano passado passou a integrar o Centro Hospitalar do Oeste, juntamente com o Centro Hospitalar de Torres Vedras.



Por outro lado, PSD e CDS querem que o executivo avalie “a premência das obras previstas para a segunda fase de alargamento do Hospital das Caldas da Rainha, cuja concretização tem sido sucessivamente adiada há mais de uma década”.



O PS considera que, na reestruturação que implicou a criação do novo centro hospitalar (em setembro do ano passado), “o Governo fez tábua rasa dos interesses das populações abrangidas”, criticando o que diz ser uma “visão dos cuidados de saúde assente numa ótica de mero juízo economicista”.



Os socialistas pedem que seja garantida a referenciação da população de Alcobaça e da Nazaré ao Hospital de Santo André, em Leiria, afirmando que esta “promessa do ministério da Saúde” ainda não foi cumprida, defendendo ainda “o alargamento e modernização do Hospital das Caldas da Rainha”.



As propostas do PCP e Bloco de Esquerda coincidem no pedido de suspensão imediata da reestruturação dos cuidados hospitalares no Oeste e defendem que o Hospital Termal das Caldas da Rainha se mantenha no Serviço Nacional de Saúde (SNS).



Os dois partidos defendem ainda que a organização dos serviços de saúde deve envolver as autarquias locais, utentes e profissionais de saúde.



O projeto de resolução dos comunistas considera que a proposta do Governo implicou uma “diminuição drástica dos serviços, dos meios, valências e a capacidade do serviço prestado às populações, mas o objetivo principal é a destruição do SNS”.



“O Hospital Termal, único no país e com uma água mineral ímpar pelas suas características, constitui um fundamental equipamento de saúde e um polo dinamizador da economia da região e deverá permanecer no SNS. Este hospital serve atualmente 1500 utentes por ano, número que já atingiu mais de oito mil por ano”, refere o PCP, que pede também que seja mantida a urgência básica no Hospital de Peniche.



A bancada do BE afirma que a reorganização dos serviços de saúde na região “tem gerado constante e compreensível desagrado” à população, autarquias e profissionais.



Com a reestruturação, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo “preconizou uma poupança total de 15,9 milhões de euros”, mas “a voragem economicista está a prejudicar tremendamente as populações, que se veem arredadas do acesso a diversos serviços de saúde fundamentais e de proximidade”, argumenta o Bloco.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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