Parlamento Europeu proíbe tabaco aromático e reforça leis antitabágicas

Documento prevê que 65% da superfície dos pacotes de cigarros tenha mensagens de advertência
8 de outubro de 2013 - 15h25



O Parlamento Europeu adotou nesta terça-feira uma nova legislação destinada a tornar os produtos derivados do tabaco menos atrativos, com o objetivo de desencorajar o consumo entre os jovens. A instituição comunitária rejeitou, contudo, que os cigarros eletrónicos fossem vendidos exclusivamente em farmácias.



O cigarro eletrónico não é considerado um medicamento, definiram os eurodeputados, e vão continuar a ser vendidos em lojas especializadas ou de venda de produtos de tabaco.



A maioria dos eurodeputados de direita rejeitou uma proposta da Comissão Europeia para que o cigarro eletrónico, cujos efeitos sobre a saúde não são conhecidos, fosse considerado um medicamento. A venda deste tipo de cigarros estará proibida a menores de idade, assim como a sua publicidade.



O texto, que ainda deve ser submetido aos representantes dos 28 países membros da UE antes de sua entrada em vigor, prevê igualmente que 65% da superfície dos pacotes de cigarros tenha de mensagens de advertência. A marca da empresa aparecerá na parte inferior da embalagem.



Os cigarros "slim" continuarão à venda, contrariando assim a posição da Comissão. Os cigarros aromatizados serão proibidos, mas os mentolados terão um prazo de oito anos antes da promulgação da lei.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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