Parlamento discute propostas para melhoraria dos cuidados em doenças hepáticas

No âmbito da prevenção, são propostas campanhas de sensibilização para os malefícios do álcool

9 de janeiro de 2014 - 13h44

Os grupos parlamentares do PSD e CDS vão propor, na sexta-feira, ao Governo a adoção de medidas específicas de prevenção das doenças hepáticas, de melhoria dos cuidados prestados a estes doentes e de agilização dos processos de transplante.

O projeto de resolução sobre as Doenças Hepáticas vai ser apresentado em plenário, na Assembleia da República, numa sessão que contará com a presença da SOS Hepatites.

No documento, os Grupos Parlamentares do PSD e CDS recomendam ao Governo a adoção de políticas específicas e a tomada de medidas que “favoreçam uma abordagem integrada das doenças do fígado”, segundo um comunicado da SOS Hepatites.

No âmbito da prevenção, é proposta a realização de campanhas de sensibilização para os malefícios decorrentes do consumo de álcool.

Outro ponto a discutir em plenário é a promoção, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, da equidade geográfica no acesso dos utentes à transplantação hepática, bem como aos medicamentos indicados e com eficácia documentada no tratamento da hepatite C.

Os grupos parlamentares recomendam ainda a criação de condições para a prestação de cuidados paliativos a doentes em situação incurável e progressiva devido a doença hepática avançada e a manutenção de uma Lista Nacional de Transplantes Hepáticos, que contenha informação atualizada sobre a procura e a oferta de órgãos para tranplante.

O reforço na formação em hepatologia e na disponibilidade de lugares para médicos com conhecimentos avançados em hepatologia é a outra proposta dos partidos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as doenças hepatobiliares, entre as quais se contam a cirrose hepática alcoólica, a cirrose por hepatite C, o cancro do fígado e a insuficiência hepática não especificada, foram a sétima causa de morte em Portugal no período de 2006 a 2010.

Só no ano de 2010, o INE revela que as referidas doenças foram responsáveis por 2.349 óbitos, cerca de 2,3% do total de óbitos ocorridos nesse ano.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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