Otites são o problema auditivo mais frequente em Portugal

É já a 3 de março, na próxima semana, que se assinala o Dia Internacional do Cuidado Auditivo, e um estudo da GAES – Centros Auditivos, líder ibérica em centros auditivos, aponta algumas conclusões sobre a audição dos portugueses.

O problema que mais afecta os portugueses são as otites (55,6%), manifestando-se, em 60% dos casos, em qualquer altura do ano e em 30%, no inverno. Em segundo lugar vem o problema dos acufenos (zumbidos), com 33,3% de prevalência. 68,3% dos portugueses vê o uso de aparelhos auditivos como algo normal ou natural.

“Procuramos sempre realizar estudos e conhecer cada vez melhor os padrões de audição dos portugueses, porque nos ajuda a compreender as suas necessidades e preferências”, explica Dulce Martins Paiva, diretora geral da GAES – Centros Auditivos em Portugal. “Neste Dia Internacional do Cuidado Auditivo queremos alertar para a importância da realização de avaliações auditivas como forma de prevenção e cuidado da nossa audição”, conclui.

E o que mais define a audição dos portugueses? 15,9% admite trabalhar num ambiente ruidoso.

E qual o ruído que mais irrita os portugueses no local de trabalho? Os comentários dos colegas (35,4%).

Ainda sobre os hábitos de consumo e padrões de comportamento lusos, 40,3% dos portugueses acorda com o telemóvel a servir de despertador e não usam protetores de ouvidos para dormir. 41,6% dos portugueses admite ter problemas de concentração devido ao ruído, sendo que o som das obras é o que mais incomoda.

A GAES comparou ainda alguns indicadores sobre a audição relativamente a Espanha, Argentina, Chile e Equador. 6,4% dos portugueses considera que ouve mal, comparativamente a percentagens de 1,2% em Espanha, 1,5% na Argentina, 0,7% no Chile e 1% no Equador. 51,5% dos portugueses sente ainda que a sua audição piorou com a idade. No entanto, são dos que menos realizam avaliações auditivas com frequência: apenas 11,4% admite avaliar a sua audição uma vez por ano, contra 21,5% em Espanha por exemplo, 14,5% na Argentina, 12,3% no Chile e 11,8% no Equador.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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