Organização Mundial da Saúde apela à eliminação de equipamentos com mercúrio até 2020

OMS defende que mercúrio é um perigo para saúde pública mundial e têm vários efeitos graves na saúde

11 de outubro de 2013 - 11h23

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje um apelo para a eliminação progressiva até 2020 dos termómetros e aparelhos de medição da tensão que contenham mercúrio, devido aos efeitos graves deste metal na saúde pública.

Em comunicado hoje divulgado em Genebra, na Suíça, a OMS refere que o apelo está a ser feito em conjunto com a organização Health Care without Harm.

A operação, chamada de “cuidados de saúde sem mercúrio até 2010”, foi lançada para marcar a assinatura da Convenção de Minimatat sobre o Mercúrio, que se assinalou na quinta-feira.

O mercúrio e os seus diferentes componentes são “uma preocupação para a saúde pública mundial e têm vários efeitos graves na saúde”, refere a OMS, exemplificando com uma série de problemas neurológicos, em particular nos jovens.

O mercúrio pode também ter efeitos nefastos nos rins e no sistema digestivo, acrescenta a organização.

A Convenção de Minimata autoriza a utilização de mercúrio nos termómetros apenas até ao ano 2020, embora aceite algumas exceções até 2030, refere a OMS, sublinhando que as consequências do mercúrio para a saúde pública “são tão graves que tornam muito importante respeitar o prazo de 2020 fixado pela convenção”.

“A assinatura da Convenção de Minimata sobre o mercúrio é um grande passo para a proteção definitiva das consequências devastadoras para a saúde do mercúrio”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

“O mercúrio é uma das 10 principais substâncias químicas mais preocupantes para a saúde pública”, acrescentou.

A Convenção dá orientações aos países para que tomem medidas para eliminar as formas mais nocivas de utilização do mercúrio.

A OMS e as suas parceiras do setor da saúde pretendem ainda eliminar progressivamente os desinfetantes e produtos cosméticos que clareiam a pele e que são feitos à base de mercúrio.

Além disso, a organização quer elaborar um conjunto de medidas para eliminar a utilização desse metal nos tratamentos dentários.

A Convenção de Minamata foi adotada na quinta-feira, em Kumamoto (Japão) e está aberta a assinaturas até 09 de outubro do próximo ano.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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