Ordem quer farmacêuticos a acompanhar doentes crónicos

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, afirmou esta sexta-feira que os farmacêuticos deviam poder fazer o acompanhamento de doentes crónicos, aproveitando-se a rede de farmácias espalhadas pelo país.
créditos: MÁRIO CRUZ/LUSA

"Há muito trabalho que pode ser feito na área da proximidade", disse à agência Lusa Carlos Barbosa, considerando que os farmacêuticos devem poder "fazer o acompanhamento de doentes crónicos", bem como contribuir "nos rastreios sistemáticos da população".

Segundo o bastonário, "os farmacêuticos podem e devem dar mais contributos para o Serviço Nacional de Saúde", que deve aproveitar "a capacidade instalada".

Carlos Barbosa sublinhou que se tem de aproveitar o facto de as farmácias estarem "espalhadas pelo território, até nos sítios mais recônditos", de forma a potenciar as capacidades técnico-científicas destes profissionais e "a proximidade e confiança" que estes têm "junto da população".

Contributos substantivos para a Saúde Pública

Os farmacêuticos "podem dar contributos substantivos para promover ganhos em saúde e ajudar a atingir metas na área da saúde pública", frisou, apontando para o caso dos doentes crónicos.

"Precisamos que os doentes estejam compensados e equilibrados e, entre consultas médicas, pode haver episódios agudos", podendo aqui os farmacêuticos ter um papel no controlo e acompanhamento de doentes, "como os hipertensos e os diabéticos".

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