Ordem dos Médicos satisfeita com abertura de 2.147 vagas para Internato

A Ordem dos Médicos/Norte classificou hoje como “positiva” a abertura de 2.147 vagas para o Internato do Ano Comum em 2016, permitindo aos médicos aceder a uma etapa fundamental do seu processo de formação especializada.

Em comunicado, o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM) esclarece que considera a medida positiva porque “defende a existência e manutenção de uma formação clínica de base, como é o Ano Comum, e o seu alargamento a todos os jovens profissionais que concluíram o respetivo percurso académico”.

Contudo, salienta que, “no respeito pelo princípio da igualdade de oportunidades, nenhuma outra atitude que não esta seria tolerável ao Ministério da Saúde”.

“A tutela limitou-se a fazer aquilo que era a sua obrigação política, perante o extraordinário número de jovens que estão a sair das escolas médicas nacionais e o aumento exponencial dos estudantes de Medicina no estrangeiro, que, de forma legítima, optam por cumprir a sua formação pós-graduada em Portugal”, acrescenta.

O CRNOM reafirma “a necessidade imperiosa de adaptar o numerus clausus à real capacidade formativa das escolas médicas para garantir a qualidade da formação pré-graduada e equilibrar a ponte entre a academia e a enfermaria”.

Defende que “o futuro profissional de milhares de jovens médicos e a vitalidade e qualidade do nosso SNS dependem de uma formação médica especializada de elevada qualidade que só poderá ser assegurada reduzindo o numerus clausus e fazendo corresponder as capacidades formativas pré e pós-graduadas”.

A Ordem dos Médicos/Norte considera ainda que “estes 2.147 internatos do Ano Comum não constituem qualquer investimento imediato no capital humano do Serviço Nacional de Saúde, contrariamente à informação que o Ministério procura fazer passar”.

“Este concurso destina-se a médicos recém-graduados, que vão cumprir um período de um ano em formação clínica de base e que, por isso, não terão funções clínicas específicas atribuídas”, sustenta.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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