Ordem dos Médicos proibida de avaliar Hospital da Estefânia pede intervenção do ministro

Pedido partiu de grupo de clínicos da MAC diretamente à ordem
16 de dezembro de 2013 - 16h20



A Ordem dos Médicos manifesta “profunda estranheza” com a proibição da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central a uma avaliação técnica aos blocos cirúrgicos do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, e solicitou a intervenção do ministro da Saúde.



Numa nota divulgada no seu site, a Ordem comunica à população que “desconhece, pelo que não garante, a qualidade das instalações e do potencial de funcionamento dos blocos cirúrgicos do Hospital D. Estefânia”.



O comunicado recorda que estes blocos cirúrgicos, que seriam destinados à atividade da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) se para aí tivesse sido deslocalizada, estão encerrados por razões organizativas e de gestão.



A pedido de um grupo de clínicos da MAC, a Ordem solicitou, a 8 de novembro, ao conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), autorização para realizar uma visita de avaliação técnica das condições de funcionamento dos blocos cirúrgicos, que seria realizada a 14 de novembro.



Segundo a Ordem, esta “avaliação independente” justificava-se na sequência de uma ação inspetiva da Direção-Geral da Saúde, em julho, que concluía que a manutenção de alguns equipamentos não apresentava os níveis habituais de um bloco em pleno funcionamento, mas sem colocar em causa a saúde pública.



Contudo, nos dias 12 e 13 de novembro a administração do Centro Hospitalar responsável pelo Estefânia enviou dois faxes à Ordem dos Médicos, o primeiro a questionar a legalidade e finalidade da visita e o outro a proibir a visita.



Na nota, a Ordem explica que “por justificadas razões” os faxes não chegaram a ser vistos atempadamente, sendo que no dia 14 de novembro os representantes de vários colégios de especialidade se deslocaram à Estefânia, sendo então informados da não autorização da visita.

Comentários