Ordem dos Médicos aponta críticas ao concurso para o internato médico

Ordem dos Médicos/Norte e o Conselho Nacional do Médico Interno criticaram “o desfasamento temporal inaceitável” entre as diferentes Administrações Regionais de Saúde para o concurso de colocação de médicos das especialidades hospitalares e de Saúde Pública.
créditos: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Em comunicado conjunto, consideram que se trata de uma situação similar à verificada recentemente com a especialidade de Medicina Geral e Familiar (MGF) e que mereceu críticas das duas organizações à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e às Administrações Regionais de Saúde (ARS).

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM) e o Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI) defendem que “os concursos passem a ser de âmbito nacional, institucionais, abertos, com júris sem conflitos de interesse e com critérios de avaliação definidos e publicados previamente".

Segundo Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos, "os concursos de colocação de jovens médicos especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam a registar graves injustiças".

"Apesar de todos os apelos e intervenções, continuam a não ser cumpridos os prazos estipulados nos despachos nem devidamente regulados os tempos dos procedimentos dos concursos, o que origina incerteza no futuro profissional dos jovens médicos e põe em causa a capacidade assistencial das instituições do SNS", salienta o responsável.

Tal como sucedeu no concurso de colocação dos jovens especialistas de MGF (determinado pelo despacho 5471-A/2015), "os procedimentos continuam a ser desenvolvidos a nível regional (ARS), sem coordenação central efetiva, o que tem conduzido a situações dramáticas com consequências negativas para os doentes e os jovens médicos, com reflexos já conhecidos no SNS", sublinha Miguel Guimarães.

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